terça-feira, 27 de agosto de 2013

SER UMBANDISTA!!!

Ser Umbandista é uma postura, um compromisso. Atuar bem significa auto-estima, amor próprio, certeza de onde estamos e onde queremos chegar. Fazer as coisas "+ ou -" nos traz estresse, preocupação e gastamos mais tempo para consertar o que poderia ter sido bem feito desde o início. Hoje o Umbandista tem que ser mais qualificado e preparado para lidar com as relações do terreiro e com os consulentes. Esta qualificação exige que o Umbandista procure atualização, desenvolva forte espírito de equipe, tenha um bom relacionamento interpessoal e uma boa comunicação, mantenha uma postura ética, seja uma pessoa comprometida!


Dicas para um trabalho em equipe:
  • Seja paciente;
  • Aceite as ideias dos outros;
  • Não critique os colegas;
  • Saiba dividir;
  • Trabalhe;
  • Seja participativo e solidário;
  • Dialogue;
  • Planeje;
  • Evite cair no "pensamento do grupo";
  • Aproveite o trabalho em equipe;
  • Comunique-se;
  • Emita;
  • Receba;
  • Empatia;
  • Coloque-se no lugar do outro;
  • Tenha ética;
A ética trata de moralidade dos atos humanos. Ética Umbandista é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada gama de espiritualistas. Seja honesto, em qualquer situação e sempre faça algo que você possa assumir em público. Seja humilde, tolerante e flexível; dê crédito a quem merece.
  • Não critique pelas costas;
  • Pontualidade vale ouro;
  • Respeite a privacidade do vizinho;
  • Ofereça apoio;
  • Faça o que promete. Seja um comprometido;
  • Uma pessoa comprometida procura sempre colocar-se no lugar das outras;
  • Faz tudo com atenção aos detalhes;
  • Termina o que começa;
  • Vem com soluções e não com mais problemas;
  • Pergunta o que não sabe e demonstra vontade de aprender;
  • Cumpre prazos e horários;
  • Não vive dando desculpas por seus atos e nem procura culpados pelos erros cometidos;
  • Não vive reclamando da vida falando mal das pessoas;
  • Age para modificar a realidade;
  • Não desiste facilmente, vai atrás de solução;
  • Sempre está pronta para colaborar com as outras;
  • Participa;
  • Dá idéias, você pode contar com ela.
Comprometa-se!!!

Tipos de Umbandistas:

1. Umbandista Peru
Fazem um barulho enorme, normalmente percebido com reclamações a respeito de tudo. Batem asas com grande esforço, mas não saem do chão. Não conseguem alçar vôo. Rodam em círculo, totalmente sem rumo e não chegam a lugar nenhum.

2. Umbandista Andorinha
Precisam de um líder, elas voam atrás dele. Sua ação é esporádica, elas voam um pouco e logo param. Não dão sequência a suas ações. Podem ser observadas em bando ao final da gira.

3. Umbandista Pavão
Necessita se mostrar aos olhos de quem o vê, com toda sua parafernália (trazendo caixas enormes "para as entidades" com velas, frutas, bolos, balas, etc..) quando na realidade, entidade necessita de uma vela, uma ponteira, um charuto (ou um cachimbo, ou um cigarro...), uma bebida e uma pembra para trabalhar. Além de transformar a Umbanda numa passarela de "roupas da moda".

4. Umbandista Águia
Voam alto, enxergam longe, estão sempre atentos e quando vêem uma oportunidade, mergulham sem hesitação e pegam sua "presa". Tem iniciativa própria.

Qual destes é você? Pense Umbandista.


REFERÊNCIA:

SER UMBANDISTA. Disponível em:<http://www.nossaumbanda.com/?acao=artigos&item=46>. Acesso em: 27/08/2013.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ALMAS ENAMORADAS




Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.
Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados. Então, tudo começa. O namoro é o doce encantamento.
Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.
Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.
Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.
A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria. São os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.
Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.
Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.
Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.
Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais. Mas ele já está muito distante...
O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem.
E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se.
E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.
Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.
Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção.
Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram.
* * *
Se a pessoa com quem nos casamos não é bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.
Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.
E se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.
* * *
Os casamentos são programados antes do berço.
Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as Leis Divinas estabeleceram para nós.
Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.


REFERÊNCIA:

ALMAS ENAMORADAS. Disponível em:<http://www.mensagemespirita.com.br/mensagem-em-audio/106/almas-enamoradas>. Acesso em: 26 de Julho de 2013.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

AS SETE LINHAS DA UMBANDA

Como princípio, a Umbanda é dirigida por Sete Linhas (Falanges Espirituais) governadas por um Orixá Africano específico. Essas Linhas detêm espíritos de ancestrais que se identificam em cada uma delas, podendo ser Caboclos (indígenas), Pretos-Velhos (antigos escravos), Crianças que se manifestam em seus médiuns.


































1. LINHA DE OXALÁ
        Na Umbanda, a Linha de Oxalá (representado por Jesus Cristo) ocupa o grau maior e, pode-se dizer a própria Umbanda, por origem, pertence a ela. Agregam-se aqui os anjos, santos, espíritos missionários. Administram todas as outras demais Linhas, através de seus Caboclos, manifestando-se na grandeza dos céus. Irradia amor e paz, união e sabedoria profundas, promovendo a concórdia.

2. LINHA DE IEMANJÁ
Iemanjá é a rainha do mar, considerada esposa de Oxalá. Na Umbanda é mãe de todos os Orixás, agregando em si o governo de todas as Iabás (Orixás femininos, senhoras de rios e águas). Seus Caboclos e Caboclas promovem o amor (maternal, filial, universal), a gestação, a riqueza física e espiritual, a união e formação das famílias, os sentimentos mais nobres. Sua imagem mais popular é aquela de onde sai das águas quase como uma fada, contudo é também representada por Nossa Senhora dos Navegantes.

3. LINHA DE OGUM
A Linha de Ogum (sincretizado com São Jorge) é imbatível no combate ao mal, sendo a manifestação da coragem, disciplina, retidão de caráter e heroísmo. Não há guerras ou demandas (lutas espirituais) que esses valorosos Caboclos não se lancem e vençam. Lideram os avanços tecnológicos, manejo dos metais e impulsionam às conquistas maiores da Humanidade.

4. LINHA DE OXÓSSI
A Linha de Oxóssi (sincretizado com São Sebastião) possui Caboclos e Caboclas destemidos, nela manifestando-se espíritos das mais diferentes tribos indígenas do Brasil (mais numerosos) e do resto da América. Semelhantes à Linha de Ogum, são guardiões de lares e terreiros. Agregam aqui as entidades que trabalham para OSSÃE, senhor das folhas, promovendo a cura espiritual e material. São eles que trazem recursos às mesas (pois são caçadores), a busca ao trabalho, a proteção máxima à Natureza e aos animais.

 5. LINHA DE XANGÔ
Sua rainha é Iansã, sendo o grande rei, senhor dos raios e fogo. Os ofendidos, os humilhados recorrem a Xangô, representado por São Jerônimo (Agodô), São João (Caô) ou São Miguel Arcanjo (Aganjú) em diferentes atribuições. Jamais nega recursos aos que procuram pela justiça. É o defensor dos pobres, senhor da cultura, dos estudos, o progresso científico. Todas as leis do Universo passam por Xangô. Seus Caboclos promovem a verdade, a retidão, a imparcialidade, a queda das injustiças, da mentira e dos falsos valores morais.

6. LINHA DE YORIMÁ
Yorimá (Lei Aplicada da Vitalidade Saindo da Luz) é a Linha de Pretos-Velhos, representados todos por São Benedito, espíritos de antigos escravos, sábios e sacerdotes. Hábeis no desmanche da magia negra, são detentores da experiência adquirida em inumeráveis reencarnações aplicadas, hoje, ao aconselhamento e auxílio dos sofredores. Representam e coordenam todas as demais Linhas de Almas (Yori, Ori), geralmente.

7. LINHA DE YORI

                Yori (Vitalidade Saindo da Luz), representados por Santos Cosme e Damião (na Umbanda aparece um terceiro personagem, nascido após os gêmeos, chamado Doum) agrega todos os espíritos manifestados como crianças. Chamados também de Erês, Crianças ou Cosmes (Cosminhos), protegem as crianças, a alegria, a inocência, o otimismo, a pureza dos sentimentos. São também invocados para trazer filhos às famílias, unindo casais.

REFERENCIA: 

UMBANDA, FÉ, AMOR E CARIDADE. Disponível em:<https://sites.google.com/site/umbandafac/as-7-linhas-da-umbanda>. Acesso em: 26 de Junho de 2013.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Umbanda X Espiritismo


Abaixo segue duas citações do livro ARUANDA (de Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio):

      "Creio que a atual confusão que se faz nas terras brasileiras quanto ao "Espiritismo e à Umbanda fez surgir uma espécie de reserva nos chamados médiuns de mesa em relação aos médiuns de terreiro. O estigma gerado foi tão grande que os irmãos espíritas parecem "tremer nas bases" toda vez que alguém confunde as duas religiões. É claro que sou a favor do esclarecimento do povo e da sociedade em geral, mas, primeiramente, é preciso fazê-lo no meio onde impera essa confusão, isto é: entre espíritas e umbandistas. Por que tanto desconhecimento e mal-entendido assim, meu Deus?

      Espiritismo é Espiritismo e disso nenhum de nós duvida, assim como Umbanda é Umbanda e não há como deixar de distinguir as duas coisas. No entanto, a guerra que se faz por aí contra os espíritos que se manifestam como pretos velhos e caboclos é tão grande que serve apenas para fortalecer o preconceito.

      Da mesma forma, ninguém ignora que muitas instituições espíritas veneráveis, embora de forma velada, acabaram aceitando a presença desses companheiros desencarnados, como os pais velhos, pois sabem que a forma exterior não é nada, mas a essência é tudo. Fico aqui pensando e rascunhando meus escritos: será que nossos companheiros de Doutrina Espírita acham que espírito atrasado só pode ser preto velho? Será que brancos idosos, com olhos azuis e cabelos loiros, acaso não podem ser espíritos obsessores?

      É necessário voltar para o que ensina Allan Kardec em O LIVRO DOS MÉDIUNS. Ele esclarece que o espírita, tanto o evocador quanto os médiuns, deve se ocupar mais com a análise do conteúdo da comunicação que com a forma ou o nome com que se manifesta o comunicante; observar o que o espírito diz, sua elevação moral. Todavia, diante de tanto receio com relação a essa tremenda confusão religiosa, o que muitos estão fazendo é exatamente o oposto do recomendado pelo codificador. Esquecem-se do conteúdo — ou melhor, nem deixam o espírito comunicar-se direito, pois logo querem doutriná-lo. Só porque o infeliz resolveu manifestar-se como um preto velho!

      Também, que assim seja: por que, afinal de contas, ele não escolheu ser um branco velho? Talvez assim pudesse fazer seu trabalho direito... pelo menos, entre muitos espíritas."
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      "— Ângelo, você é um espírito que se afiniza muito bem com o método educacional espírita, e não vejo razão para ser diferente. Nosso campo de trabalho é outro. Envolvemo nos com companheiros que trazem uma lembrança atávica impressa em seu campo espiritual. Sua cultura, seus costumes e crenças, vividos ao longo de encarnações e encarnações, forçamos a falar uma linguagem diferente, para que sejamos compreendidos com clareza. Contudo, a verdade que desejamos transmitir é a mesma, Ângelo.

      E não ignoramos de modo algum o sentido divino que existe na codificação espírita. Reconhecemos a natureza do Espiritismo e a verdade da revelação dada a Allan Kardec. Em essência, ensinamos a mesma coisa, pontificamos a mesma verdade: nosso alvo é que é diferente, nosso público é outro. Por isso julgamos necessário nos apresentar dessa forma e falar nessa linguagem mais simples, popular. A meu ver, ao agir assim praticamos o método que herdamos do grande professor da Galileia: a pescadores, falar sobre pesca e marés; a cobradores de impostos, referir-se a moedas e talentos.

   Isto é: a cada um, a mesma verdade, adaptada, porém, a seu entendimento, sua cultura e sua maneira de ver a vida"

quinta-feira, 25 de abril de 2013

DEUS É MAIOR QUE QUALQUER MAGIA...


    "Você já buscou Deus hoje? Já pensou na força maior que nos conduz através de suas sábias e justas leis? Que contato você fez com Deus recentemente? Que tal passar um recado ao nosso Pai? Deus, meu Pai, eu passei aqui apenas para dizer que meu coração está aberto a ti.

    Deus é maior e mais poderoso sim, mas quem abre ou fecha o campo pra magia pegar ou não pegar somos nós e não Deus. Deus tem suas leis e compete a cada um de nós se ajeitar com elas se queremos o nosso bem. Não é Deus quem controla isso e sim a forma como nos posicionamos perante as leis que Ele criou. Tem muita gente atribuindo sua proteção a práticas e a entidades espirituais. Procuram os terreiros na esperança de que trabalhos possam ser feitos para proteger ou desfazer magias. 

   Entretanto muzanfio, magia ruim, feitiço do mal, precisa, antes de tudo da proteção que vosmecê mesmo pode construir na sua forma de viver. Se a proteção vem por empréstimo, ela tem tempo contado. Vai acabar uma hora. Muitos fios ainda dependem de amuletos para que a vida mental funcione com mais força e mais fé. Mas colocar patuá de defesa no pescoço e não decidir fazer o bem é torna-lo apenas um ornamento de vaidade e nada mais. Olha, zanfio proteção de verdade, escudo forte contra dardos malignos,
só existe quando é formada a rede de defesa dos três sentimentos do bem: gratidão, fé ativa e dever cumprido.

   Gratidão é o sentimento de quem está sempre valorizando a vida, mesmo com contratempos, dissabores e os problemas da rotina. Essa postura alimpa a aura do corpo físico e alimenta a energia da saúde. É ela quem equilibra o chacra solar (na altura do estômago), porque coloca a vida mental da criatura em comunhão com a aceitação, eliminando padrões de ansiedade e medo. Fé ativa é a força que vem das profundezas da alma e forma uma couraça de energias de imunidade na mente. Essa atitude garante uma qualidade e uma quantidade de ectoplasma abundante, criando o manto da alegria. É ela quem organiza e tonifica o chacra esplénico (no lado esquerdo do corpo, junto ao baço), criando o movimento do metabolismo astral, alimentando a criatura com o humor elevado e rompendo com padrões de angústia e solidão, abandono e rejeição.

    Dever cumprido é a sensação de paz interior diante das obrigações morais, que vitaliza a estrutura vibratória do períspirito contra as oscilações venenosas do mau olhado, dos interesses mesquinhos e da má intenção. Esse comportamento gera uma onda energética em torno do corpo espiritual, que imuniza os fluidos tóxicos provenientes dos contextos sociais, formando a aura de fechamento do autoamor. É essa sensação que energiza a vida humana com profundas operações no chacra solar, a narina da alma humana. E corpo fechado mesmo! Deus é maior, mas, presta atenção, fio, quem faz o trabaio de proteção é vosmecê mesmo. Entregar na mão de qualquer pessoa o seu futuro é deixar de ser responsável. Nem a Deus nós devemos entregar o futuro. Devemos, sim, contar com Ele no futuro, sempre.


    Em relação a isso, peça tudo que os fios quiser pra Deus. Converse com Ele. Deixe de pensar, por alguns momentos, que Ele sabe de tudo que precisamos e passe a conversar mais com o Pai. Essa postura de criar uma nova relação com nosso Pai é uma fonte transformadora de nossas energias e destrava a nossa vida.

    Experimente! Converse com Deus!."

REFERÊNCIA: 
Texto extraído do livro “Fala, Preto Velho” de Wanderlei de Oliveira pelo espírito Pai João de Angola.







quarta-feira, 27 de março de 2013

UMBANDA: UMA RELIGIÃO PARA TODOS!


A Umbanda é uma religião livre de preconceitos e acessível a todos, sem qualquer tipo de distinção. Para conhecê-la, basta abrir o coração.
O preconceito decorre sempre da ignorância. Quando conhecemos a razão, o objetivo e o fundamento de alguma coisa, ela se desvenda aos nossos olhos e nos revela a sua essência, e aí estamos em condições de compreender. Depois que compreendemos algo, só continuamos no preconceito se quisermos. Se nos interessar.
Muitos dizem que compreendem, mas não aceitam. Se não aceitam, é porque, realmente, não compreendem. Entendem com a razão, como se somassem 2 + 2. Mas se esse entendimento não passa pelo coração, o resultado é uma equação fria e impessoal, onde a resposta surge mais da lógica das aparências do que propriamente da percepção da natureza das coisas.
Assim é com a Umbanda, a religião brasileira por excelência e que sempre foi alvo de todo tipo de preconceito. Muito se tem falado a respeito desse culto e de seus rituais e, através dos anos, a Umbanda sofreu (e sofre ainda hoje) ataques veementes por parte daqueles que não conseguem ainda se desapegar de velhos conceitos.
Se acreditarmos que tudo na vida tem um porquê, veremos que a Umbanda também tem os seus motivos. Afinal, Deus é onipresente, e ninguém há de se atribuir o privilégio de ser exclusivo na transmissão de Sua mensagem, que é a mensagem do amor. Não só a Umbanda, como qualquer prática religiosa voltada para o bem e o cultivo dos verdadeiros valores do espírito, está apta a transmitir a palavra de Deus.
Antigamente, tratava-se a Umbanda como religião dos pobres e ignorantes, daqueles que, sem conhecimento ou cultura, buscavam uma saída milagrosa para seus problemas e aflições. Sem validação científica ou mesmo religiosa, a Umbanda era vista como uma prática fetichista que oferecia uma solução baseada mais na indução do que na efetiva resolução das dificuldades. Em troca de agrados, o interessado poderia obter uma graça ou benesse. E, se conseguia um efeito positivo, isso nada mais era do que mera coincidência ou resultado de práticas mais seguras, como tratamentos médicos, por exemplo.
Nada disso é totalmente errado. A Umbanda é, efetivamente, uma religião de pobres e ignorantes. Mas é também de doutores e ricos, de brancos e negros, de homens e mulheres, de enfermos e sãos, de hetero e homossexuais… é, enfim, uma religião para todos.
Porque a Umbanda desconhece o preconceito e as diferenças sociais. Nela, há espaço para todo tipo de gente, para todo aquele que esteja em busca do autoconhecimento e de uma vida melhor. Sem abandonar a essência da doutrina de Jesus, adota práticas que vieram dos negros e dos índios, numa clara demonstração de que todos estamos em busca da mesma verdade divina.
Porque tudo, em realidade, é uma coisa só. Deus não criou religiões nem fez qualquer distinção entre as que foram criadas pelo homem. É o próprio homem quem estabelece essas diferenças, julgando agradar a Deus mais do que o seu irmão, quando, na verdade, a única coisa que agrada a Deus é a prática constante do amor.
Do amor decorrem a amizade, o respeito, a compreensão, a caridade, a harmonia e outros tantos sentimentos nobres. Então, estaremos em equilíbrio com as forças divinas sempre que imbuídos dessas qualidades. Não importa que religião professemos: espírita, protestante, budista, umbandista, católica, ou religião alguma… O que realmente tem importância é com o quanto de amor estamos dispostos a contribuir para a melhora do mundo. Essa é a verdadeira religião, a única que pode nos religar a Deus.
Por isso, devemos nos despir do preconceito e nos permitir conhecer e respeitar todo tipo de religião. Todas têm alguma coisa de bom. Podem não ser a mais condizente com os nossos anseios ou com a nossa inteligência, ou com a nossa sensibilidade. Mas atendem aos anseios, à inteligência e à sensibilidade de alguém, e quem somos nós para dizer que o que sentimos é onde está a razão?  Sem críticas, preconceitos ou idéias pré-concebidas, todos temos a lucrar com novos conceitos e novos valores, que, na maioria das vezes, falam direto ao nosso coração.
Que aqueles que ainda não conhecem a Umbanda possam desanuviar suas mentes e se permitir conhecer as suas práticas e os seus fundamentos.  Esta é uma religião que não discrimina, não julga e recebe todos de braços abertos, como irmãos, filhos e amigos.
REFERÊNCIA: Retirado de: <http://www.movimentoecrescimento.com/index.php/artigos/umbanda-uma-religiao-para-todos>. Acesso em: 27/03/2013. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

QUEM TEM MEDO DA MEDIUNIDADE?



    Esse é um ponto que merece bastante atenção e um esclarecimento maior mas, na gigantesca maioria das vezes,observamos que esse medo é reflexo da falta de conhecimento sobre o que é a mediunidade e como tratá-la. O primeiro ponto a ser esclarecido é de que a mediunidade não é escravidão, mas uma grande oportunidade de evoluir espiritualmente , visto que , não somos matéria mas sim espíritos em experiências no Plano Material. Outro ponto importante a esclarecer é que aquelas frases que todo mundo escuta: “ é um  caminho sem  volta” ou “nunca mais poderá sair dessa vida” até tem um certo sentido, mas estão sendo mal interpretadas. Pense comigo: ser médium não é uma escolha atual ou uma determinação externa, mas uma opção e essa opção foi sua em algum momento do  passado, por isso, a mediunidade não surge de repente só porque você está frequentando um Terreiro ou um Centro. Você optou por ser um intermediário  entre o plano espiritual e material, você foi, você  é  e você sempre será um médium perante os Planos Espirituais SUPERIOR  e  INFERIOR, por isso, a mediunidade é sim o seu caminho e, querendo ou não, é sem volta, pois não tem como apagar a sua Luz da mediunidade que você tanto desejou, pediu e se esforçou para conquistar.
    Então, olhe para o Alto, olhe para si e agradeça por ser eternamente Luz, pois é a sua conquista, é o seu dom dado por Deus. Saiba que essa Luz ninguém lhe tira e ninguém apaga, portanto, assuma-a e deixe-a refletir com orgulho, alegria e  toda a sua gratidão a Deus, afinal,é muito bom ser um instrumento Dele. Saliento que a mediunidade só é uma escravidão ou punição quando não há conhecimento sobre o que, como, quando e de que forma ser médium. Quando não se sabe “ abrir e fechar” a mediunidade, quando não se tem todas as Forças Espirituais Superiores e Inferiores alinhadas, ordenadas e equilibradas, ou ainda, quando se perde o amparo e a proteção do Plano Superior Divino.
    Fico impressionada com a quantidade de  médiuns que se recusam a desenvolver a sua mediunidade por medo, e aí esclareço que só através  de um bom desenvolvimento é que se adquire atributos como equilíbrio, ordenação e amparo. Observo que muitas pessoas tem medo de incorporar e acreditam que isso é algo do outro mundo, mas mal sabem que muitas vezes estão incorporando em suas próprias casas ou em qualquer local sem nenhum cuidado ou conhecimento. Isso acontece naquela hora da briga onde se perde o controle sobre os atos e sobre as palavras, acontece naquele  momento em que se fala o que não se pensa ou quando se faz aquilo que não se quer, e aí vem a culpa,a sensação de “ como pude fazer isso “? e o arrependimento. Vejam, nesses momentos pode ter havido uma irradiação, uma influência e até mesmo uma incorporação do baixo astral, de espíritos zombeteiros ou vingativos que se aproveitam do desequilíbrio da negatividade do médium e fazem a festa. Acreditem: isso é muito comum de acontecer, só que ninguém tem medo, talvez por não saberem que uma incorporação pode acontecer de forma tão sutil, só dependendo da afinidade que o se tem em relação ao espírito desencarnado. O pior é que isso pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local, basta não ter domínio sobre a mediunidade e sobre si próprio.
    Se todo esse medo da mediunidade acontece por falta de explicação ou conhecimento, então saiba que tudo é muito simples e se você se ajudar com um pouco de boa vontade e dedicação aos estudos,tudo fica ainda melhor. Acredite, é muito melhor ter esse Dom equilibrado do que viver perturbado e sem prosperidade na vida, pois a espiritualidade traz sim a prosperidade, talvez não essa prosperidade financeira em que a maioria pensa, mas a prosperidade de alma, e essa não se compra em lugar algum, somente se conquista. E se mesmo assim você ainda acha que a mediunidade é uma escravidão, eu digo para você: Prefiro ser escrava de Deus e dos queridos Guias Espirituais do que ser escrava da doença, da miséria, do chefe, do vício, do marido ou esposa, do dinheiro, da mãe ou do que quer que seja. Muito Axé.

Escrito por Mãe Mônica Coraccio- Fonte: Minha Umbanda.Acesse: www.minhaumbanda.com.br