quarta-feira, 26 de junho de 2013

AS SETE LINHAS DA UMBANDA

Como princípio, a Umbanda é dirigida por Sete Linhas (Falanges Espirituais) governadas por um Orixá Africano específico. Essas Linhas detêm espíritos de ancestrais que se identificam em cada uma delas, podendo ser Caboclos (indígenas), Pretos-Velhos (antigos escravos), Crianças que se manifestam em seus médiuns.


































1. LINHA DE OXALÁ
        Na Umbanda, a Linha de Oxalá (representado por Jesus Cristo) ocupa o grau maior e, pode-se dizer a própria Umbanda, por origem, pertence a ela. Agregam-se aqui os anjos, santos, espíritos missionários. Administram todas as outras demais Linhas, através de seus Caboclos, manifestando-se na grandeza dos céus. Irradia amor e paz, união e sabedoria profundas, promovendo a concórdia.

2. LINHA DE IEMANJÁ
Iemanjá é a rainha do mar, considerada esposa de Oxalá. Na Umbanda é mãe de todos os Orixás, agregando em si o governo de todas as Iabás (Orixás femininos, senhoras de rios e águas). Seus Caboclos e Caboclas promovem o amor (maternal, filial, universal), a gestação, a riqueza física e espiritual, a união e formação das famílias, os sentimentos mais nobres. Sua imagem mais popular é aquela de onde sai das águas quase como uma fada, contudo é também representada por Nossa Senhora dos Navegantes.

3. LINHA DE OGUM
A Linha de Ogum (sincretizado com São Jorge) é imbatível no combate ao mal, sendo a manifestação da coragem, disciplina, retidão de caráter e heroísmo. Não há guerras ou demandas (lutas espirituais) que esses valorosos Caboclos não se lancem e vençam. Lideram os avanços tecnológicos, manejo dos metais e impulsionam às conquistas maiores da Humanidade.

4. LINHA DE OXÓSSI
A Linha de Oxóssi (sincretizado com São Sebastião) possui Caboclos e Caboclas destemidos, nela manifestando-se espíritos das mais diferentes tribos indígenas do Brasil (mais numerosos) e do resto da América. Semelhantes à Linha de Ogum, são guardiões de lares e terreiros. Agregam aqui as entidades que trabalham para OSSÃE, senhor das folhas, promovendo a cura espiritual e material. São eles que trazem recursos às mesas (pois são caçadores), a busca ao trabalho, a proteção máxima à Natureza e aos animais.

 5. LINHA DE XANGÔ
Sua rainha é Iansã, sendo o grande rei, senhor dos raios e fogo. Os ofendidos, os humilhados recorrem a Xangô, representado por São Jerônimo (Agodô), São João (Caô) ou São Miguel Arcanjo (Aganjú) em diferentes atribuições. Jamais nega recursos aos que procuram pela justiça. É o defensor dos pobres, senhor da cultura, dos estudos, o progresso científico. Todas as leis do Universo passam por Xangô. Seus Caboclos promovem a verdade, a retidão, a imparcialidade, a queda das injustiças, da mentira e dos falsos valores morais.

6. LINHA DE YORIMÁ
Yorimá (Lei Aplicada da Vitalidade Saindo da Luz) é a Linha de Pretos-Velhos, representados todos por São Benedito, espíritos de antigos escravos, sábios e sacerdotes. Hábeis no desmanche da magia negra, são detentores da experiência adquirida em inumeráveis reencarnações aplicadas, hoje, ao aconselhamento e auxílio dos sofredores. Representam e coordenam todas as demais Linhas de Almas (Yori, Ori), geralmente.

7. LINHA DE YORI

                Yori (Vitalidade Saindo da Luz), representados por Santos Cosme e Damião (na Umbanda aparece um terceiro personagem, nascido após os gêmeos, chamado Doum) agrega todos os espíritos manifestados como crianças. Chamados também de Erês, Crianças ou Cosmes (Cosminhos), protegem as crianças, a alegria, a inocência, o otimismo, a pureza dos sentimentos. São também invocados para trazer filhos às famílias, unindo casais.

REFERENCIA: 

UMBANDA, FÉ, AMOR E CARIDADE. Disponível em:<https://sites.google.com/site/umbandafac/as-7-linhas-da-umbanda>. Acesso em: 26 de Junho de 2013.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Umbanda X Espiritismo


Abaixo segue duas citações do livro ARUANDA (de Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio):

      "Creio que a atual confusão que se faz nas terras brasileiras quanto ao "Espiritismo e à Umbanda fez surgir uma espécie de reserva nos chamados médiuns de mesa em relação aos médiuns de terreiro. O estigma gerado foi tão grande que os irmãos espíritas parecem "tremer nas bases" toda vez que alguém confunde as duas religiões. É claro que sou a favor do esclarecimento do povo e da sociedade em geral, mas, primeiramente, é preciso fazê-lo no meio onde impera essa confusão, isto é: entre espíritas e umbandistas. Por que tanto desconhecimento e mal-entendido assim, meu Deus?

      Espiritismo é Espiritismo e disso nenhum de nós duvida, assim como Umbanda é Umbanda e não há como deixar de distinguir as duas coisas. No entanto, a guerra que se faz por aí contra os espíritos que se manifestam como pretos velhos e caboclos é tão grande que serve apenas para fortalecer o preconceito.

      Da mesma forma, ninguém ignora que muitas instituições espíritas veneráveis, embora de forma velada, acabaram aceitando a presença desses companheiros desencarnados, como os pais velhos, pois sabem que a forma exterior não é nada, mas a essência é tudo. Fico aqui pensando e rascunhando meus escritos: será que nossos companheiros de Doutrina Espírita acham que espírito atrasado só pode ser preto velho? Será que brancos idosos, com olhos azuis e cabelos loiros, acaso não podem ser espíritos obsessores?

      É necessário voltar para o que ensina Allan Kardec em O LIVRO DOS MÉDIUNS. Ele esclarece que o espírita, tanto o evocador quanto os médiuns, deve se ocupar mais com a análise do conteúdo da comunicação que com a forma ou o nome com que se manifesta o comunicante; observar o que o espírito diz, sua elevação moral. Todavia, diante de tanto receio com relação a essa tremenda confusão religiosa, o que muitos estão fazendo é exatamente o oposto do recomendado pelo codificador. Esquecem-se do conteúdo — ou melhor, nem deixam o espírito comunicar-se direito, pois logo querem doutriná-lo. Só porque o infeliz resolveu manifestar-se como um preto velho!

      Também, que assim seja: por que, afinal de contas, ele não escolheu ser um branco velho? Talvez assim pudesse fazer seu trabalho direito... pelo menos, entre muitos espíritas."
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      "— Ângelo, você é um espírito que se afiniza muito bem com o método educacional espírita, e não vejo razão para ser diferente. Nosso campo de trabalho é outro. Envolvemo nos com companheiros que trazem uma lembrança atávica impressa em seu campo espiritual. Sua cultura, seus costumes e crenças, vividos ao longo de encarnações e encarnações, forçamos a falar uma linguagem diferente, para que sejamos compreendidos com clareza. Contudo, a verdade que desejamos transmitir é a mesma, Ângelo.

      E não ignoramos de modo algum o sentido divino que existe na codificação espírita. Reconhecemos a natureza do Espiritismo e a verdade da revelação dada a Allan Kardec. Em essência, ensinamos a mesma coisa, pontificamos a mesma verdade: nosso alvo é que é diferente, nosso público é outro. Por isso julgamos necessário nos apresentar dessa forma e falar nessa linguagem mais simples, popular. A meu ver, ao agir assim praticamos o método que herdamos do grande professor da Galileia: a pescadores, falar sobre pesca e marés; a cobradores de impostos, referir-se a moedas e talentos.

   Isto é: a cada um, a mesma verdade, adaptada, porém, a seu entendimento, sua cultura e sua maneira de ver a vida"

quinta-feira, 25 de abril de 2013

DEUS É MAIOR QUE QUALQUER MAGIA...


    "Você já buscou Deus hoje? Já pensou na força maior que nos conduz através de suas sábias e justas leis? Que contato você fez com Deus recentemente? Que tal passar um recado ao nosso Pai? Deus, meu Pai, eu passei aqui apenas para dizer que meu coração está aberto a ti.

    Deus é maior e mais poderoso sim, mas quem abre ou fecha o campo pra magia pegar ou não pegar somos nós e não Deus. Deus tem suas leis e compete a cada um de nós se ajeitar com elas se queremos o nosso bem. Não é Deus quem controla isso e sim a forma como nos posicionamos perante as leis que Ele criou. Tem muita gente atribuindo sua proteção a práticas e a entidades espirituais. Procuram os terreiros na esperança de que trabalhos possam ser feitos para proteger ou desfazer magias. 

   Entretanto muzanfio, magia ruim, feitiço do mal, precisa, antes de tudo da proteção que vosmecê mesmo pode construir na sua forma de viver. Se a proteção vem por empréstimo, ela tem tempo contado. Vai acabar uma hora. Muitos fios ainda dependem de amuletos para que a vida mental funcione com mais força e mais fé. Mas colocar patuá de defesa no pescoço e não decidir fazer o bem é torna-lo apenas um ornamento de vaidade e nada mais. Olha, zanfio proteção de verdade, escudo forte contra dardos malignos,
só existe quando é formada a rede de defesa dos três sentimentos do bem: gratidão, fé ativa e dever cumprido.

   Gratidão é o sentimento de quem está sempre valorizando a vida, mesmo com contratempos, dissabores e os problemas da rotina. Essa postura alimpa a aura do corpo físico e alimenta a energia da saúde. É ela quem equilibra o chacra solar (na altura do estômago), porque coloca a vida mental da criatura em comunhão com a aceitação, eliminando padrões de ansiedade e medo. Fé ativa é a força que vem das profundezas da alma e forma uma couraça de energias de imunidade na mente. Essa atitude garante uma qualidade e uma quantidade de ectoplasma abundante, criando o manto da alegria. É ela quem organiza e tonifica o chacra esplénico (no lado esquerdo do corpo, junto ao baço), criando o movimento do metabolismo astral, alimentando a criatura com o humor elevado e rompendo com padrões de angústia e solidão, abandono e rejeição.

    Dever cumprido é a sensação de paz interior diante das obrigações morais, que vitaliza a estrutura vibratória do períspirito contra as oscilações venenosas do mau olhado, dos interesses mesquinhos e da má intenção. Esse comportamento gera uma onda energética em torno do corpo espiritual, que imuniza os fluidos tóxicos provenientes dos contextos sociais, formando a aura de fechamento do autoamor. É essa sensação que energiza a vida humana com profundas operações no chacra solar, a narina da alma humana. E corpo fechado mesmo! Deus é maior, mas, presta atenção, fio, quem faz o trabaio de proteção é vosmecê mesmo. Entregar na mão de qualquer pessoa o seu futuro é deixar de ser responsável. Nem a Deus nós devemos entregar o futuro. Devemos, sim, contar com Ele no futuro, sempre.


    Em relação a isso, peça tudo que os fios quiser pra Deus. Converse com Ele. Deixe de pensar, por alguns momentos, que Ele sabe de tudo que precisamos e passe a conversar mais com o Pai. Essa postura de criar uma nova relação com nosso Pai é uma fonte transformadora de nossas energias e destrava a nossa vida.

    Experimente! Converse com Deus!."

REFERÊNCIA: 
Texto extraído do livro “Fala, Preto Velho” de Wanderlei de Oliveira pelo espírito Pai João de Angola.







quarta-feira, 27 de março de 2013

UMBANDA: UMA RELIGIÃO PARA TODOS!


A Umbanda é uma religião livre de preconceitos e acessível a todos, sem qualquer tipo de distinção. Para conhecê-la, basta abrir o coração.
O preconceito decorre sempre da ignorância. Quando conhecemos a razão, o objetivo e o fundamento de alguma coisa, ela se desvenda aos nossos olhos e nos revela a sua essência, e aí estamos em condições de compreender. Depois que compreendemos algo, só continuamos no preconceito se quisermos. Se nos interessar.
Muitos dizem que compreendem, mas não aceitam. Se não aceitam, é porque, realmente, não compreendem. Entendem com a razão, como se somassem 2 + 2. Mas se esse entendimento não passa pelo coração, o resultado é uma equação fria e impessoal, onde a resposta surge mais da lógica das aparências do que propriamente da percepção da natureza das coisas.
Assim é com a Umbanda, a religião brasileira por excelência e que sempre foi alvo de todo tipo de preconceito. Muito se tem falado a respeito desse culto e de seus rituais e, através dos anos, a Umbanda sofreu (e sofre ainda hoje) ataques veementes por parte daqueles que não conseguem ainda se desapegar de velhos conceitos.
Se acreditarmos que tudo na vida tem um porquê, veremos que a Umbanda também tem os seus motivos. Afinal, Deus é onipresente, e ninguém há de se atribuir o privilégio de ser exclusivo na transmissão de Sua mensagem, que é a mensagem do amor. Não só a Umbanda, como qualquer prática religiosa voltada para o bem e o cultivo dos verdadeiros valores do espírito, está apta a transmitir a palavra de Deus.
Antigamente, tratava-se a Umbanda como religião dos pobres e ignorantes, daqueles que, sem conhecimento ou cultura, buscavam uma saída milagrosa para seus problemas e aflições. Sem validação científica ou mesmo religiosa, a Umbanda era vista como uma prática fetichista que oferecia uma solução baseada mais na indução do que na efetiva resolução das dificuldades. Em troca de agrados, o interessado poderia obter uma graça ou benesse. E, se conseguia um efeito positivo, isso nada mais era do que mera coincidência ou resultado de práticas mais seguras, como tratamentos médicos, por exemplo.
Nada disso é totalmente errado. A Umbanda é, efetivamente, uma religião de pobres e ignorantes. Mas é também de doutores e ricos, de brancos e negros, de homens e mulheres, de enfermos e sãos, de hetero e homossexuais… é, enfim, uma religião para todos.
Porque a Umbanda desconhece o preconceito e as diferenças sociais. Nela, há espaço para todo tipo de gente, para todo aquele que esteja em busca do autoconhecimento e de uma vida melhor. Sem abandonar a essência da doutrina de Jesus, adota práticas que vieram dos negros e dos índios, numa clara demonstração de que todos estamos em busca da mesma verdade divina.
Porque tudo, em realidade, é uma coisa só. Deus não criou religiões nem fez qualquer distinção entre as que foram criadas pelo homem. É o próprio homem quem estabelece essas diferenças, julgando agradar a Deus mais do que o seu irmão, quando, na verdade, a única coisa que agrada a Deus é a prática constante do amor.
Do amor decorrem a amizade, o respeito, a compreensão, a caridade, a harmonia e outros tantos sentimentos nobres. Então, estaremos em equilíbrio com as forças divinas sempre que imbuídos dessas qualidades. Não importa que religião professemos: espírita, protestante, budista, umbandista, católica, ou religião alguma… O que realmente tem importância é com o quanto de amor estamos dispostos a contribuir para a melhora do mundo. Essa é a verdadeira religião, a única que pode nos religar a Deus.
Por isso, devemos nos despir do preconceito e nos permitir conhecer e respeitar todo tipo de religião. Todas têm alguma coisa de bom. Podem não ser a mais condizente com os nossos anseios ou com a nossa inteligência, ou com a nossa sensibilidade. Mas atendem aos anseios, à inteligência e à sensibilidade de alguém, e quem somos nós para dizer que o que sentimos é onde está a razão?  Sem críticas, preconceitos ou idéias pré-concebidas, todos temos a lucrar com novos conceitos e novos valores, que, na maioria das vezes, falam direto ao nosso coração.
Que aqueles que ainda não conhecem a Umbanda possam desanuviar suas mentes e se permitir conhecer as suas práticas e os seus fundamentos.  Esta é uma religião que não discrimina, não julga e recebe todos de braços abertos, como irmãos, filhos e amigos.
REFERÊNCIA: Retirado de: <http://www.movimentoecrescimento.com/index.php/artigos/umbanda-uma-religiao-para-todos>. Acesso em: 27/03/2013. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

QUEM TEM MEDO DA MEDIUNIDADE?



    Esse é um ponto que merece bastante atenção e um esclarecimento maior mas, na gigantesca maioria das vezes,observamos que esse medo é reflexo da falta de conhecimento sobre o que é a mediunidade e como tratá-la. O primeiro ponto a ser esclarecido é de que a mediunidade não é escravidão, mas uma grande oportunidade de evoluir espiritualmente , visto que , não somos matéria mas sim espíritos em experiências no Plano Material. Outro ponto importante a esclarecer é que aquelas frases que todo mundo escuta: “ é um  caminho sem  volta” ou “nunca mais poderá sair dessa vida” até tem um certo sentido, mas estão sendo mal interpretadas. Pense comigo: ser médium não é uma escolha atual ou uma determinação externa, mas uma opção e essa opção foi sua em algum momento do  passado, por isso, a mediunidade não surge de repente só porque você está frequentando um Terreiro ou um Centro. Você optou por ser um intermediário  entre o plano espiritual e material, você foi, você  é  e você sempre será um médium perante os Planos Espirituais SUPERIOR  e  INFERIOR, por isso, a mediunidade é sim o seu caminho e, querendo ou não, é sem volta, pois não tem como apagar a sua Luz da mediunidade que você tanto desejou, pediu e se esforçou para conquistar.
    Então, olhe para o Alto, olhe para si e agradeça por ser eternamente Luz, pois é a sua conquista, é o seu dom dado por Deus. Saiba que essa Luz ninguém lhe tira e ninguém apaga, portanto, assuma-a e deixe-a refletir com orgulho, alegria e  toda a sua gratidão a Deus, afinal,é muito bom ser um instrumento Dele. Saliento que a mediunidade só é uma escravidão ou punição quando não há conhecimento sobre o que, como, quando e de que forma ser médium. Quando não se sabe “ abrir e fechar” a mediunidade, quando não se tem todas as Forças Espirituais Superiores e Inferiores alinhadas, ordenadas e equilibradas, ou ainda, quando se perde o amparo e a proteção do Plano Superior Divino.
    Fico impressionada com a quantidade de  médiuns que se recusam a desenvolver a sua mediunidade por medo, e aí esclareço que só através  de um bom desenvolvimento é que se adquire atributos como equilíbrio, ordenação e amparo. Observo que muitas pessoas tem medo de incorporar e acreditam que isso é algo do outro mundo, mas mal sabem que muitas vezes estão incorporando em suas próprias casas ou em qualquer local sem nenhum cuidado ou conhecimento. Isso acontece naquela hora da briga onde se perde o controle sobre os atos e sobre as palavras, acontece naquele  momento em que se fala o que não se pensa ou quando se faz aquilo que não se quer, e aí vem a culpa,a sensação de “ como pude fazer isso “? e o arrependimento. Vejam, nesses momentos pode ter havido uma irradiação, uma influência e até mesmo uma incorporação do baixo astral, de espíritos zombeteiros ou vingativos que se aproveitam do desequilíbrio da negatividade do médium e fazem a festa. Acreditem: isso é muito comum de acontecer, só que ninguém tem medo, talvez por não saberem que uma incorporação pode acontecer de forma tão sutil, só dependendo da afinidade que o se tem em relação ao espírito desencarnado. O pior é que isso pode acontecer a qualquer momento e em qualquer local, basta não ter domínio sobre a mediunidade e sobre si próprio.
    Se todo esse medo da mediunidade acontece por falta de explicação ou conhecimento, então saiba que tudo é muito simples e se você se ajudar com um pouco de boa vontade e dedicação aos estudos,tudo fica ainda melhor. Acredite, é muito melhor ter esse Dom equilibrado do que viver perturbado e sem prosperidade na vida, pois a espiritualidade traz sim a prosperidade, talvez não essa prosperidade financeira em que a maioria pensa, mas a prosperidade de alma, e essa não se compra em lugar algum, somente se conquista. E se mesmo assim você ainda acha que a mediunidade é uma escravidão, eu digo para você: Prefiro ser escrava de Deus e dos queridos Guias Espirituais do que ser escrava da doença, da miséria, do chefe, do vício, do marido ou esposa, do dinheiro, da mãe ou do que quer que seja. Muito Axé.

Escrito por Mãe Mônica Coraccio- Fonte: Minha Umbanda.Acesse: www.minhaumbanda.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

UMBANDA E SANTOS...


Na umbanda, cada orixá corresponde a um santo católico. Como os santos católicos são bem numerosos, existem divindades que são identificadas como mais de um santo:

EGUNITA: Santa Sara Kali.

IEMANJÁ: Nossa Senhora dos navegantes (mar).

NANÃ: Sant’Anna ( águas paradas e lama dos fundos da terra, rios e lagos, além da água das chuvas).

OBÁ: Santa Rita de Cássia; Santa Joana d'Arc.

OBALUAÊ: São Lázaro (terra).

OGUM: São Jorge (estradas e campinas).

OMULU: São Roque.

OXALÁ: Jesus Cristo (Onipresente).

OXOSSI: São Sebastião (matas).

OXUM: Nossa Senhora da Conceição (cachoeiras).

XANGÔ: São Jerônimo; São João Batista; São Miguel Arcanjo (pedreiras).

YANSAN/IANSÃ/YANSÃ: Santa Bárbara (ventos e tempestades).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

EXU


Exu é entidade de luz com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.

São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente.

São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.

Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.

Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.

Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.

Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.

Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do Bem.

São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.

Não exigem nem aceitam "trabalhos", despachos ou outras coisas ridículas das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.

Nada tem a ver com a Umbanda!

Trecho retirado do livro TAMBORES DE ANGOLA
Psicografia do Médium Robson Pinheiro - Ed. Casa dos Espíritos