quarta-feira, 25 de junho de 2014

Umbanda tem cores?


A Linhagem de Umbanda Branca, dentro do contexto da Umbanda UNA, cheia de cores, rituais distintos e acima de tudo, muito amor ao próximo.


     Muito se fala em não utilizar sub-denominações quando nos referimos a Umbanda.
Ela é, sem dúvida, uma religião UNA, ou seja, tem uma base ÚNICA, uma ESSÊNCIA PRÓPRIA e seu nome já diz: UM (única) BANDA (lado, parte), porém, dentro da sua singularidade, existem particularidades que diferenciam as diversas instituições quando se diz respeito à sua forma de praticá-la.



    Teríamos outras observações a serem colocadas dentro do UNO, do UM da BANDA, mas não podemos deixar de relatar que a Umbanda cresceu, durante um tempo até de forma desordenada, e, com esse crescimento, novas formas de atuação, visão e conhecimento foram surgindo. Lembrando que a religião umbandista não tem um livro base, uma única direção literária, ou mesmo uma administração central que rege suas diretrizes ritualísticas, como ocorre em outros segmentos como o Católico e Espírita, temos, como principal fonte de informações, os ensinamentos baseados no conhecimento das entidades manifestantes nos milhares de terreiros pelo Brasil e mundo afora e a tradição oral somada ao conhecimento adquirido de cada sacerdote em sua vida religiosa, pré e pós seu acesso ao culto umbandista. 

    Se levarmos em conta que cada espírito tem sua individualidade (não existem dois seres idênticos no universo) fica fácil perceber o porquê destas diferenças entre as casas, mesmo dentro de uma base similar. Se lembrarmos que cada entidade tem um grau de conhecimento e elevação espiritual próprios, essas diferenças ficam ainda mais fáceis de serem identificadas. Tudo isso sem esquecer que tratamos com mentores de linhas, falanges e bandas que muitas vezes, em nada ou quase nada se assemelham, tanto nas diretrizes de trabalho, como nas especialidades.


    Tudo isso foi colocado, para mostrar que o referido artigo não tem a pretensão de indicar que este ou aquele segmento é o correto, que este ou aquele fundamento é o único, muito pelo contrário, mas sim, o de levar aos irmãos desta maravilhosa religião, um pouco sobre uma das partes que se une a esse conjunto: a Umbanda Branca.

   Umbanda tem cor? Na maioria das vezes, essa é a primeira questão colocada, quando se tenta falar em Umbanda Branca. A resposta, do ponto de vista energético, é: claro que tem, e não é só branca, mas sim, a Umbanda vibra em várias cores, dependendo do trabalho realizado.

   Então, porque usar o termo “Branca”? O que fez com que esse termo fosse o escolhido? Simples: o branco representa a paz, a limpeza (física e espiritual) que todos procuram num templo religioso. É a cor de Oxalá, que nos cultos que possuem influência afro, é tido como o Orixá Maior. É também a cor que significa justamente a união, pois lembramos que o branco surge exatamente da conjunção das cores. A mesma ainda tem relação com a força que o culto vai trabalhar: a MAGIA BRANCA, que cura, abre caminhos e traz a harmonia aos seres da Criação Divina. Aliás, o termo, Linha Branca de Umbanda não é algo recente, pois vem desde as primeiras décadas do culto no Brasil.

   Por essa explicação, caem por terra algumas teorias de adeptos que não praticavam essa linhagem, mas que, mesmo a distância, indicavam que a mesma seria uma forma preconceituosa de atuar na religião, chegando alguns, inclusive, a mencionar que a mesma seria uma Umbanda de brancos, onde não se permitia a presença de negros em seu ritual. No mínimo, uma colocação, infeliz, até porque isso contradiz com o que é a própria Umbanda, uma religião miscigenada, que tem como mentores, principalmente, os espíritos de negros e de índios ancestrais. A Umbanda Branca tem e sempre terá espaço para todos aqueles, encarnados e desencarnados, que queiram praticar a caridade, dentro dos padrões ritualísticos que a mesma tem em seus fundamentos básicos, afinal, esse é um dos lemas da Umbanda.

   Suas características: muitos indicam que a Umbanda Branca é aquela que não trabalha com Exu, não tem atabaque, não usa fumo. Usar apenas isso como descrição pode ser um engano, pois, tudo vai depender do fundamento de cada casa. Mesmo em terreiros que seguem uma prática similar, dificilmente encontraremos dois centros que trabalham exatamente da mesma forma, até porque, como já foi dito, cada mentor tem identidade, grau de evolução e conhecimento próprios. 
Existem casas que aboliram tudo: atabaques, imagens, fumo, colares e guias, etc., mas existem as casas de Umbanda Branca que utilizam umas coisas e aboliram outras.

Principais características que poderiam mostrar que a instituição é da chamada Linhagem de Umbanda Branca:

- não ter em seus rituais a ingestão de bebidas alcoólicas pelas entidades manifestadas;

- não adotar o uso de fumo pelas entidades ou, quando utilizado, sempre é de forma moderada, nunca ultrapassando os limites do uso especificamente litúrgico e se necessário;

- não cobrar atendimento espiritual em hipótese alguma, seja passes, consultas ou trabalhos especiais;

- não praticar sacrifício de animais;

- não fazer trabalhos que venham prejudicar terceiros, trabalhos amorosos ou com interesses mesquinhos;

- ter a preocupação em levar conhecimento do evangelho cristão e da doutrina umbandista;

- quando possível, praticar ações sociais ou assistenciais;

- não utilizar ou utilizar muito pouco, vestimentas ou paramentos que fujam ao branco ritualístico das vestes;

- não realizar rituais característicos dos cultos de nação, como recolhimento em camarinhas e catulagem;

- respeito ao meio ambiente;

- pode ainda ter influências marcantes tanto do espiritismo kardecista, como do catolicismo (devido a sua base essencialmente cristã), além de absorver conhecimentos da cultura oriental, especialmente no trato das questões sobre espiritualidade e energia.

    No mais, a Umbanda Branca tem tudo aquilo que qualquer outra segmentação umbandista tem, pratica e utiliza, pois como foi dito, a mesma também faz parte do UM desta BANDA que nos envolve.
Ainda assim, pode ter aquele irmão ou irmã que vai perguntar: se existe Umbanda Branca, porque não encontramos a Umbanda Negra? Bom, se a prática dentro da instituição for mesmo umbandista, não se praticará nada que se refere à Magia Negra. Se praticar, não é Umbanda, portanto, é obvio que não existe Umbanda Negra.

   Então todas as Umbandas são Brancas? Do ponto de vista da Magia utilizada, sim. Ritualisticamente, não, pois existem outras segmentações dentro deste mesmo UM da BANDA, todos voltados à prática umbandista, com seus rituais similares entre si, porém, também com suas particularidades.

    E quanto ao nome, à denominação; porque utilizá-la se somos todos da mesma BANDA, deste caminho, do UM que nos leva a Deus? 
Simplesmente para mostrar aos confrades, irmãos de fé e simpatizantes qual é a ritualística de cada tenda, de cada templo. Isso facilita a compreensão tanto dos membros das instituições, como, principalmente, dos muitos que procuram os terreiros em busca de auxilio ou de um direcionamento religioso. A Umbanda é uma colcha de retalhos que tem sua força exatamente nesta diversidade, pois sempre tem uma porta aberta para todas as pessoas que a procura. E aquele que não de identifica com uma casa, cedo ou tarde se encontrará espiritualmente em outra.

    Olhando bem, veremos que teremos em todos os núcleos, um pouco de cada subdivisão, mas o que faz com que associemos um centro umbandista, lembrando sempre que fazemos parte de um conjunto global e similar de rituais, é a maior ou menor quantidade de características desta ou daquela denominação.

    Umbanda é Umbanda, independente das diretrizes tomadas, mas é, acima de tudo, a religião que nos dá a certeza que somos todos filhos de um mesmo PAI, seja ele chamado de Zambi, Olorum, Tupã ou Deus.

REFERÊNCIA:
Sandro da Costa Mattos – texto escrito em 05/01/2011
Ogã Alabê da APEU – Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba
Coordenador da Web Rádio Raízes de Umbanda
Sites: www.apeu.rg.com.br e www.raizesdeumbanda.com
Contato: scm-bio@bol.com.br 
Por Sandro da Costa Mattos

Disponível em: <http://apeuumbanda.blogspot.com.br/2011/01/umbanda-branca-vamos-compreender.html>. Acesso em: 25/06/2014.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

“QUEM NÃO VEM PELO AMOR, VEM PELA DOR”


    Esta é uma das frases mais ouvidas dentro de um Templo de Umbanda, no entanto, poucos conseguem entender sua profundidade.

   “Vir pelo amor” é fácil de entender: vêm pelo amor para a Umbanda todos aqueles que se apaixonam pela Umbanda, que se encantam pela religião, que se identificam de imediato e sem a necessidade de nenhuma explicação racional, simplesmente querem ser e estar na Umbanda. Não é difícil se encantar pela Umbanda, ela é algo fascinante para a maioria dos praticantes. Sagrada e divina, ela é, ao mesmo tempo, ciência e magia, religião e espiritualidade, mediunidade e xamanismo, experiência e filosofia, mística e ritual, natural e humana, selvagem e urbana, arte e amor, tudo isso e muito, mas, muito mais ao mesmo tempo.

    “Vir pela dor” já é algo que merece uma melhor reflexão: vêm pela dor aqueles que buscam um sentido para a vida, aqueles que estão vivendo um vazio existencial; vêm pela dor tantos que procuram a cura para suas dores físicas, morais, emocionais e espirituais. Chegam na Umbanda todos os dias pessoas que já procuraram a solução para seus mais diversos problemas em todos os outros lugares, em médicos, psicólogos, terapeutas, padres, pastores, xamãs, benzedores, cartomantes e etc. E muitas vezes a Umbanda mostra apenas que a solução ou a cura é algo que está dentro de você e que não adianta continuar procurando fora o que está dentro. Muitas vezes esta dor é a falta de conhecimento ou de habilidade para lidar com sua mediunidade!

   A Umbanda nasceu da experiência religiosa, mística e mediúnica de Zélio de Moraes. Vivendo com dores, desequilíbrios emocionais e “ataques”, Zélio foi levado ao médico, ao padre, à benzedeira e a um centro espírita. O que ele tinha pode ser chamado de “doença xamânica”, ou simplesmente mediunidade mal trabalhada, claro, Zélio desconhecia a sua própria mediunidade. Assim, a família chegou a pensar que ele poderia estar doente, louco, endemoniado, possuído, perturbado, magiado ou sofrendo de ataque espiritual. Sem saber do que se tratava, acabou por encontrar a solução na prática da mediunidade. Naquela época, pouco se conhecia do assunto. Quando perguntavam ao Pai de Zélio como ele aceitava esta prática em sua residência, ele respondia que preferia um filho médium a um filho louco. A exemplo de Zélio, muitos chegam na Umbanda com os mesmos sintomas e dificuldades.

REFERÊNCIA: Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca

segunda-feira, 28 de abril de 2014

AMIGOS E IRMÃOS, 

SOMOS UMA CASA DE UMBANDA COM O PROPÓSITO DE FAZER A CARIDADE A TODOS QUE ESTEJAM PRECISANDO DE AJUDA ESPIRITUAL E CARINHO. ENFIM, SERVIMOS A JESUS E RECEBEMOS A TAREFA DE AMENIZAR OS SOFRIMENTOS DA HUMANIDADE. SABEMOS QUE SOMOS BEM PEQUENINOS, MAS FAZEMOS A NOSSA PARTE. 

"POR VEZES SENTIMOS QUE AQUILO QUE FAZEMOS NÃO É, SENÃO, UMA GOTA DE ÁGUA NO MAR, MAS O MAR SERIA MENOR SE LHE FALTASSE UMA GOTA" (MADRE THEREZA DE CALCUTÁ)



terça-feira, 25 de março de 2014

Oração dos Médiuns


"Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Comunicação.
Onde tantos mistificam, que eu leve a palavra da verdade!
Onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir!
Onde tantos fecham os olhos para a prática do bem, que eu abra meu coração para acolher!
Onde tantos usam a Umbanda como comércio, que eu seja usada pela Umbanda para o Amor!
Onde tantos espalham a ignorância e o preconceito, que eu saiba agir pela Luz do Conhecimento e da Razão!
Onde a vida perdeu o sentido, que através da Umbanda eu leve o Sentido de viver! 
Onde tantos me pedem um "despacho", que eu saiba ensinar a benção do trabalho interno!
Onde haja doença, que eu leve a vibração de saúde do Sr. Oxossi.
Onde haja desespero que eu leve a concórdia e a placidez das Águas.
Onde houver desânimo, que eu leve a determinação e tenacidade do Sr. Ogum.
Onde houver injustiça, que eu leve o discernimento e a justiça do Sr. Xangô.
Onde tantos me pedem um milagre, que eu seja a humildade do Preto Velho!
Onde tantos estão sempre distantes, que eu possa fazer a Umbanda sempre presente!
Onde tantos sofrem de solidão que faz morrer, que eu seja a pureza de Ibejada, espalhando a alegria!
Onde tantos morrem na matéria que passa, que o Sr. Omulu me abençoe com a vibração da terra, geradora permanente de vida.
Onde tantos olham para a terra, que eu seja um espelho de Aruanda, a refletir sua Luz na terra!"

SARAVÁ UMBANDA

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Evangelho no Lar...

Faça florescer a paz no seu lar:




Finalidades

1. Estudar o Evangelho de Jesus, à luz do Espiritismo, o qual nos possibilita entendê-lo em „espírito e verdade“, facilitando, assim, pautar nossas vidas segundo a vontade de Deus.

2. Criar em todos os lares, o hábito salutar de reuniões evangélicas, para que os mesmos despertem e acentuem o sentimento de fraternidade, que deve existir em cada criatura.

3. Pelo momento de paz e compreensão que o Evangelho no Lar oferece, une mais as pessoas e proporciona-lhes uma vivência mais tranquila.

4. Tornar o Evangelho melhor compreendido e exemplificado.

5. Proteger os lares de influências espirituais negativas, higienizando-o pelos nossos pensamentos e sentimentos elevados, possibilitando assim, a ajuda dos Mensageiros do Bem.

6. Facilitar no lar e fora dele, o amparo necessário para enfrentar as dificuldades materiais e espirituais, mantendo os princípios da oração e vigilância dos pensamentos e sentimentos.

7. Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar, a fim de que ajudem, com mais eficiência o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.

Roteiro

1. Escolher um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os elementos da família, ou a maior parte deles. Observar rigorosamente esse dia e essa hora da reunião, para facilitar a assistência espiritual.

2. Depois de providenciar uma jarra ou copos com água para fluidificar, e tendo o local preparado (silêncio ou música suave), iniciamos, na hora marcada, com uma prece simples e espontânea dirigida à Deus, em que, mais que as palavras, tenham valor os sentimentos, não devendo, portanto, ser decorada.

3. Fazer a leitura do Evangelho, ou outro livro de mensagens, em sequência ou ao acaso.

4. Fazer comentários breves sobre o trecho lido, buscando a essência dos ensinamentos de Jesus, para aplicação na vida diária, evitando comentários de desdouro às religiões ou pessoas e, também, não manter conversação menos edificante.

5. A reunião pode ser dirigida por qualquer pessoa da casa, de preferência pela que tiver mais conhecimentos doutrinários, a qual caberá incentivar a participação de todos e tornar as lições fáceis de serem compreendidas.

6. Em seguida, convida-se os participantes a fazerem um recolhimento interior (silêncio interior, afastando as preocupações , e fechando os olhos, bem relaxados).

7. Iniciamos a subida vibratória, ligando-nos, mentalmente com:

a) mentor individual ( anjo da guarda/ guia espiritual/. Agradeça-lhe, com muito amor, a proteção que ele lhe oferece em todos os momentos de sua vida.

b) as fraternidades do espaço, que trabalham pelo Bem, e em especial com as responsáveis pela higienização espiritual dos ambientes, e lhe pedimos trazer muita luz ao nosso lar, para afastarem energias negativas e dar-nos proteção.

c) Buscamos os planos suaves e harmoniosos de Maria de Nazareth, a doce mãe de Jesus, pedindo que dulcifique os nossos corações, aumentando assim, a nossa capacidade de amar e perdoar.

d) vamos ao encontro de Jesus, nosso Mestre, pedindo suas bençãos e forças para vivenciarmos seus exemplos de Amor.

e) finalmente nos ligamos a Deus, nosso Pai Criador, louvando-o através da prece „Pai Nosso“.

f) em seguida, propomo-nos à oferecer as nossas melhores vibrações de amor:

Para o Bem Universal;
Pela paz na Terra, que é um Lar que nos abriga e pela Humanidade, como nossa grande família;
Pelo nosso país;
Pela confraternização de todas as religiões e filosofias;
Por todos os que sofrem, encarnados ou desencarnados;
Doentes, crianças, jovens, velhos, criminosos;
Pela harmonia e concórdia em todos os lares da Terra;
Pelos nossos familiares, amigos e supostos inimigos;
Pelas pessoas que gostaríamos de auxiliar (cujos nomes/endereço podemos colocar sobre a mesa);
Por nós mesmos, agradecendo pelo que temos e somos, e rogando forças para que nos esforcemos em melhorar intimamente.;
Pedimos a proteção semanal para nosso Lar, mentalizando Jesus, entrando pela nossa porta principal, iluminando e protegendo nossa casa, nossos familiares e a nós mesmos. Entregue seus problemas a Jesus. Jesus nunca deixa de nos ouvir. Só que nem sempre pedimos o que seja o melhor para nós no momento, mas Jesus, em sua Sabedoria Infinita, nos dará o que mais nos convier;
Com muita fé pedimos à Jesus que abençõe a água que temos sobre a mesa (se for garrafa/jarra deixe sem tampa), descendo sobre ela fluídos retificadores e salutares, que nos fortificarão fisicamente e espiritualmente.
Finalizando, mentalize uma cúpula protetora ao redor da casa, na tonalidade rosa claro. Fazer uma prece espontânea de agradecimento por tudo e encerra-se a reunião.

Observações importantes

As preces e leitura do texto devem ser feitas em voz alta!. Sua voz, lendo textos elevados e proferindo preces com amor, afastará de você as energias negativas e, ao mesmo tempo, esclarecerá espíritos menos evoluídos. Você estará colaborando para que eles se afastem já bem melhores.

O culto do evangelho não é trabalho mediúnico. Assistência espiritual e trabalho mediúnico devem somente ser realizados em Sociedade Espírita idônea.

A duração não deve ultrapassar 30 minutos.

Não suspender a prática do Evangelho em virtude de visitas, passeios adiáveis, ou acontecimentos fúteis;

Crianças só poderão participar quando tiverem idade ou amadurecimento suficientes para acompanhar a reunião sem fadiga ou inquietação. Elas podem colaborar ativamente segundo a sua capacidade, quer nas preces, comentários ou leituras;

Os lares cristãos são refúgios sagrados para os membros da comunidade e o Evangelho no Lar é um recurso de extraordinária importância, de que se utiliza o Plano Espiritual para sustentar o trabalho de evangelização da humanidade e proteção da família;

Por sua grande importância, esse trabalho é especialmente visado pelos espíritos inferiores, que procuram interferir pra impedir sua expansão, sendo necessário perseverança e fé para sua continuidade e preservação.

REFERÊNCIA:

Disponível em:<http://umbandareligiao.blogspot.com.br/p/evangelho-no-lar.html>.Acesso em:25/02/2014.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Entendendo a Umbanda...

     Não temos “feituras de cabeça”, boris, raspagens, camarinhas, roncós, corpo fechado, ebós, orunkô, feitura de santo, bascos, firmo de nação, etc. 

    As sessões obedecem a horários pré-estabelecidos. Não vemos nenhum sentido em sessões madrugadas adentro. Por que não? Simplesmente por ser contraproducente, ninguém consegue manter a “gira firmada” por tanto tempo, as pessoas trabalham, ficam cansadas, e a falta de concentração, ou nível energético dos médiuns tende a cair drasticamente após 3 horas consecutivas de culto. Além do mais a própria assistência começa a ficar desacomodada, desconfortável, gerando vibrações de impaciência e falta de interesse. Tudo isso gera um desacordo energético que acaba por influenciar o bom andamento da gira. É claro que estamos nos referindo às giras ordinárias e não às festivas. 

    O abate de animais (sacrifício) não faz parte, em nenhum momento, de qualquer rito da Umbanda 
(aberto ou fechado). 

    No que diz respeito a oferendas aos Orixás, guias, ou entidades menores, ressalto que sou contra o uso excessivo desse recurso como elemento de religação. A oferenda tem sua função específica e determinada. A banalização da mesma influencia negativamente no desenvolvimento do médium e na evolução do espírito (guia ou protetor) que a está recebendo. 

    Aqui você pode estar perguntando como e porque o uso excessivo de oferenda pode atrapalhar a evolução de um espírito e/ou de um médium. A resposta é simples e como em tudo há sempre dois lados a serem observados: Na realidade desestimulamos tudo que seja excessivo. No caso das oferendas, existem conseqüências de ambos os lados, material e espiritual. 

Do lado material: 

a) O custo dos elementos da oferenda (muitas pessoas chegam a deixar de comer, ou até mesmo, permitem que falte alguma coisa dentro de sua casa para comprar os elementos da oferenda). 
b) Estímulo a barganha espiritual, ou seja, o ofertante acredita que oferendando alguma coisa poderá obter privilégios junto a espiritualidade. 
c) Estímulo a preguiça espiritual no sentido da evolução, ou seja, o ofertante começa a acreditar que a oferenda substitui o seu empenho em melhorar enquanto pessoa, geralmente com a famosa frase : “Eu cuido do meu santo, já arriei minhas coisinhas”. 

Do lado espiritual: 

a) Pela pessoa somente se interligar com a espiritualidade através da oferenda, as entidades receptoras começam a pedir cada vez mais oferendas com o intuito de estarem sempre próximas da pessoa, pois sabemos que para que haja aproximação da entidade é necessário que haja sintonia de pensamentos e sentimentos. Quando fazemos uma oferenda, geralmente elevamos a nossa faixa vibracional e nos harmonizamos com a entidade. Isso faz com que comece a haver uma espécie de “vício” ou “ciclo vicioso”, onde entidade e pessoa começam a precisar da oferenda para se comunicarem. 
b) Disso surgem pedidos cada vez mais frequentes impedindo a evolução da pessoa e da entidade que começa a ver na oferenda a única forma de contato com a pessoa ofertante. 

    O nosso objetivo é orientar que a oferenda deva vir apenas como uma representação material de agradecimento e não de comunicação com as entidades, que basicamente e de maneira geral não precisam de oferenda. Quanto menos evoluída a entidade e mais apegado a matéria for o médium, mais ambos “precisarão” de oferendas. 

    Se dispor a ser médium não significa apenas entrar para a corrente de um terreiro e dar incorporação. Mas se colocar a disposição, a serviço da caridade. E sabemos muito bem que não há necessidade da incorporação para que isso ocorra, assim como sabemos também que arriar oferenda não é “cuidar do santo”. 

    Com tudo isso exposto, esclareço que o uso da oferenda como elemento de atração, religação ou ponto de fixação dependerá da orientação de cada dirigente umbandista. 

   Havendo a real necessidade, a oferenda deve ser feita em locais determinados, normalmente junto à natureza ou reinos apropriados. Lembrando sempre de deixar o local limpo como foi encontrado. Sou absolutamente contra, por exemplo, acender velas perto de árvores (risco de 
incêndio) ou numa pedra (sujeira da cera). 

    Nós umbandistas amamos a natureza e as suas energias, como podemos sujar os locais sagrados para nós? É no mínimo incoerente. E uma coisa que o umbandista não pode ser é incoerente. 

    A situação ideal é que todas as oferendas sejam feitas dentro do próprio terreiro em alguma parte destinada para esse fim. A vestimenta básica do trabalhador de Umbanda é toda branca. Não há, sob hipótese alguma, retribuições financeiras por trabalhos executados, consultas, ou o que quer que seja, e nada, absolutamente nada, justifica a cobrança de consulta, mesmo que seja um valor insignificante ou irrisório. Alguns chegam a dizer que é para ajudar na manutenção do Templo, mas afirmo que esta é uma responsabilidade do Dirigente e seu corpo mediúnico. Existem inúmeras maneiras de se sustentar um terreiro sem que haja necessidade de se cobrar por nada que envolva o sagrado. 

    A ascensão ao sacerdócio na Umbanda se faz através do tempo, da propriedade individual, da constância e seriedade com que o médium se propõe à caridade. Objetivando auxiliar o médium nesta tarefa, são realizados determinados preceitos e obrigações, testes e avaliações. Mas fundamentalmente o trabalho, o tempo, a dedicação e o estudo são a firmeza do médium, pois não adianta fazer uma série de recolhimentos e preceitos se o médium não se entrega à função sacerdotal dentro e fora do terreiro, com responsabilidade e consciência de seu papel. 

    A prática religiosa deve ser realizada em locais específicos, nos centros. O atendimento na residência do médium pode se tornar altamente perigoso, pois não haverá as firmezas necessárias para a descarga dos atendimentos ou trabalhos lá realizados. Muitos médiuns não vêem problema algum em atender uma ou outra pessoa em casa, entretanto existem conseqüências desastrosas para quem começa assim e se deixa levar pela vaidade. 

REFERÊNCIA:
 
PERY, I.A. Umbanda: Mitos e Realidade. Disponível em: <http://caboclopenabranca.com.br/Umbanda_Mitos_e_Realidade.pdf>. Acesso em: 25/01/2014.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ORAÇÃO A SÃO JORGE


"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós."

REFERENCIA:

Oração a São Jorge. Disponível em:<http://uumbandaparatodos.blogspot.com.br/2008/03/quem-so-os-caboclos-da-umbanda.html>. Acesso em: 26/12/2013.