segunda-feira, 13 de agosto de 2012

VOCÊ QUE VEIO DAS ESTRELAS

Você, que veio das estrelas e deu o grande mergulho no mundo de matéria, você, que veio das estrelas e, com o sacrifício de sua própria origem cósmica, se abrigou num invólucro de carne.
 
Você, que veio das estrelas, e abandonou a realidade universal para habitar o mundo de ilusões. Você, que veio das estrelas, e que agora se sente estranhamente só, esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interna.
 
Ouça o que ela tem para lhe dizer, que nada mais é tão importante, nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair a sua visão cósmica.
 
Descobrirá que, na verdade, não está só, que são muitos os seus irmãos das estrelas que para cá também vieram para estender a mão e amparar com ombros fortes os passos da humanidade desta difícil época de transição.
 
Será fácil reconhecê-los, palavras não serão necessárias, e nem mesmo será preciso saber os seus verdadeiros nomes.
 
Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação com os seus sentimentos.
 
Você, que veio das estrelas, sente-se agora no canto mais íntimo de sua alma, que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal, que chegou o momento do reconhecimento, que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de que todos se incumbiram, antes de aqui chegarem.
 
Abra o seu coração, acorde a sua consciência adormecida, apalpe seu ser interior, deixe que ele fale, acima de tudo, acima do mundo, acima de todos os conceitos que não lhe permitem existir em toda a sua potencialidade cósmica...
 
Você, que veio das estrelas, que é todo luz e é todo força, libere-se, porque chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
 
Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço, compartilhando agora com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil, não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem apenas solidão, não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto, assuma a sua personalidade cósmica, estenda os seus braços e, num único abraço, envolva a sua grande família, a sua imensa família universal e todos juntos, com plena consciência da unidade de sua origem, cada qual com a sua parcela de colaboração, cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização da humanidade para este novo milênio!
 
Wagner Borges

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O HOMEM DE BEM

"O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza.

Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.

Deposita fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria. Sabe que sem a sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
 

Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.

Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos.

Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."

Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
 

Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.

Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.

Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.

Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.

Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.

Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz."

REFERÊNCIA:

O Evangelho Segundo O Espiritismo - Allan Kardec

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, 
dai a força àquele que passa pela provação, 
dai luz àquele que procura a verdade; 
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, 
ao aflito a consolação, 
ao doente o repouso. 

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, 
ao espírito a verdade, 
à criança o guia, 
e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. 
Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, 
esperança para aquele que sofre. 
Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; 
deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, 
e todas as lágrimas secarão, 
todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, 
um só pensamento subirá até Vós, 
como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, 
nós Vos esperamos com os braços abertos, 
oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, 
e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, 
afim de subirmos até Vós; 
dai-nos a caridade pura, 
dai-nos a fé e a razão; 
dai-nos a simplicidade 
 que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.


Assim Seja.